Tuesday, June 13, 2006

Manquitolo

É fato, e com ele não deve haver briga: o Brasil não estreou bem. O que causa espanto, a meu ver, é o grau de deficiência do futebol da Seleção. O time surpreendeu negativamente, aumentando em muito a expectativa de jogar mal por ser o primeiro jogo, não ter ainda o ritmo ideal e aquela conversa toda. Some-se a isso a competência da Croácia, um adversário que de forma alguma pode ser taxado como fácil. Talvez não ofereça risco ofensivo digno de nota, talvez, mas foi eficiente em não deixar o Brasil jogar, o que é válido.

O cerne da questão, penso eu, está em dois pontos fundamentais, além do adversário. O primeiro é a forma de jogar da Seleção. Muito se disse - e estou atento a isso já há alguns meses - que o Ronaldinho, o magro, não rende o mesmo que no Barcelona e, assim, o Brasil não consegue aplicar a máxima que circula desde que ele arrumou seu lugar no time: quando o Ronaldinho joga, a Seleção joga junto. A questão parece-me simples, o Ronaldinho não joga como em seu clube porque não está no mesmo lugar.

Tenho testemunhas bastante confiáveis, que me ouviram há menos de um mês numa mesa de bar: o meio-campo da Seleção só tem a ganhar com a entrada de Juninho Pernambucano, atuando ao lado de Emerson, Zé Roberto e Kaka. Desloca-se o Ronaldinho para a posição na qual ele atua no Barcelona, mais à frente, buscando o jogo e ligando o meio ao ataque, com o Adriano fazendo a função de panzer, que é o que pode fazer. Ou o Robinho, em que pese o time ficar supostamente leve em demasia. Cada peça, de acordo com a sua função, em seu lugar específico.

O segundo ponto é mandar o Ronaldo lustrar o banco - e com isso está revogada uma das regras sem-noção deste blog. O que dizer do Ronaldo? Por respeito às opiniões contrárias e à própria história do jogador, apenas que ele não tem as mínimas condições, está gordo sim, não joga nada há eras e deve, para seu próprio bem e do time, assistir às partidas fazendo algumas flexões, abdominais e coisas que o valha. Na pista atlética e com garantias de que não entrará no decorrer do jogo. Porque o que vimos hoje, todos nós, foi lastimável.

A mudança que tornou-se imperiosa agora passa pela saída de Ronaldo e uma readequação na forma de jogar. A gritaria está imensa nas mesas redondas. Mas tenho a convicção de que saquar um e colocar outro, pura e simplesmente, vai reproduzir o futebol manquitolo do Brasil. Por mais que ninguém tenha encantado até agora, fico apreensivo em encontrar uma República Tcheca pela frente. Se não são maravilhosos, pelo menos eles não tem um gordo ocupando um lugar entre os titulares.

1 Comments:

Blogger Daniel said...

Eu manteria o Nazário, apesar de ter acahdo ele de uma falta de comprometimento impressionante ontem.

É muito difícil uma equipe jogar com dois centroavantes. Muito. Com um jogador de movimentação no ataque, o centroavante que ali estiver vai melhorar. A bola vai chegar mais.

Mas o Nazário ainda vai dar a volta por cima. Ele é mais jogador que o Adriano. E olha que eu até gosto do estilo do Adriano.

8:28 AM

 

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