Sunday, June 11, 2006

Até agora, espero pelos tchecos

Full time, vi todos os jogos da Copa. E assim será até o fim, salvo que estou pelos VTs exibidos dos jogos que ainda ocorrerão ao mesmo tempo. Não estou no time dos que desdenham os jogos da Copa, seja ela qual e onde for, achando que futebol mesmo se faz nos clubes. Tampouco acredito que o "verdadeiro" futebol seja aquele exibido pelas 32 equipes da "elite" mundial da bola. Mas o fato é que são jogos bacanas, cercados daquela sensação de raridade que transforma México x Irã, por exemplo, em uma partida consideravelmente tragável. Além da irrefutável qualidade (no mínimo mediana) de times que se enquadraram nos quesitos já hierarquizados da competição mais importante do futebol.

Me atenho aos dignos de nota. A Alemanha é de uma fragilidade valente e o Equador já foi pintado como zebra, e confesso que não faço idéia de onde tiraram essa idéia, visto que a Polônia é fina como cristal. No geral, e para falar bem a verdade, o nível técnico do grupo é bastante deficiente e isso se expressa em seus líderes.

A Inglaterra é um caso ímpar de uma equipe qualificada que acovardou-se homericamente frente a um adversário à imagem e semelhança de seu irmão latino do grupo A. O Paraguai classificou-se em quarto, atrás do Equador, e nada mais é do que irregular. Os ingleses sim tem um problema, que é o de fazer um bom time jogar como deveria. Claro, ajudaria se Wayne Rooney integrasse o time titular, mas confesso que o magrão Crouch se surpreendeu positivamente: por experiência própria, me causa espanto um jogador daquele tamanhão conseguir articular um único lance com habilidade mínima. Já os suecos imaginaram um jogo qualquer, contra o Azerbaijão que eles enfrentaram nas eliminatórias, e empataram contra os quase heróicos tobaguenses, vejam só.

Nada me foi mostrado pela Argentina, exceto que sabem aproveitar lances decisivos, o que já é muito útil em um torneio. Exemplo seguido pela Holanda, que Robben levou nas costas. Aliás, bom jogador.

E o México, a despeito do que querem os que falam sobre futebol por aí, pareceu-me uma equipe qualquer, bem articulada, mas que em nenhum momento estaria listada como favorita, convenhamos. Portugal é isso aí, sem muita imaginação. Mas é um time liderado pelo Felipão (grande Felipão!) e que tem um pequeno punhado de bons jogadores. Acho que não vi demais.

Não sei bem se vocês, uotários diversos, dividem comigo uma certa animação com a Copa, mas acho interessante a função. Desculpem se o texto ficou chato, mas ele se repete apenas de quatro em quatro anos. Enfim, seremos hexa, caso a República Tcheca (que tem minha fé e solidariedade) não comece a destruir essa convicção na segunda-feira.

3 Comments:

Blogger Daniel said...

Eu tava dando uma olhada na internet: os argentinos estão brabos com o Pekermann. Querem o Tevez e o Messi no time.

8:44 AM

 
Blogger Fernando said...

Os argentinos tinham que matar o Pekermann. Ah, e sobre a Argentina, &¨$%#$#$#$%#%¨$&%¨&(*¨%$¨%#$#)(*(&¨¨$%¨#
[normas do blog].

Bom que deixe os dois na reserva. Melhor pra nós. Até agora é o único time que pode atrapalhar

10:11 AM

 
Blogger Juliano said...

Estão certos, os brabos com o Pekerman. Tevez e Messi formariam um belíssimo ataque, acho que não há dúvidas.

Mas, passado o tal jogo da minha querida República Tcheca, arrisco: A Itália fica em segundo no grupo, pega o Brasil e encontramos os tchecos na final. Bola pra isso eles têm.

11:04 AM

 

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