Sunday, June 13, 2010

Alá é grande


E Juarez também.

Nos vemos em Abu Dabhi.

Friday, June 11, 2010

Dia 01: empates

A primeira leva de partidas deixou todos em igualdade no Grupo A. Nos dois jogos do dia, dois empates. Um bom resultado, como diria M.J.L. Zagallo.

África do Sul 1 x 1 México

O México dominou grande parte do primeiro tempo. Confesso que esperava mais disposição do time da casa. Talvez culpa de algum nervosismo, afinal, ter o privilégio de jogar uma Copa no seu território sempre tem uma contraprestação , às vezes bem salgada. Mas logo para o fim da primeira etapa os sul-africanos melhoraram a posse de bola, dominando até o apito do árbitro uzbeque.

No segundo tempo, a gloriosa companhia elétrica apresentou grave falha na prestação do serviço, me privando de acompanhar a segunda metade do jogo. Como represália, mês que vem pagarei apenas a metade da conta. Consegui ver, depois, que Tshabalala fez um golaço no tento inaugural da Copa, e posteriormente Rafa Márquez empatou a partida.


Uruguai 0 x 0 França

Na Cidade do Cabo um empate sem gols num jogo sonolento. Talvez a única coisa digna de nota seja a primeira expulsão do torneio: Lodeiro, do Uruguai. De resto, coitado de quem teve a incumbência de editar um tape de melhores momentos.

Thursday, June 10, 2010

É amanhã

Chega de papo, de show de abertura, de falta de assunto. Chega de correspondentes na África do Sul gastando horas de satélite sem ter o que mostrar. Acabou o enrolation-tion-tion. Amanhã, às 11h (BRA), África do Sul encara o México no jogo de estreia da Copa do Mundo.

Para quem gosta de futebol, é a glória. Para quem odeia, sinta-se como eu, nas Olimpíadas.

Saturday, July 08, 2006

O esteta da simplicidade

Zidane despede-se da carreira, neste domingo, em um gramado berlinense, e o mundo do futebol lhe dispensa uma espécie de referendo sentimental que não poderia ser mais justo prestar.

Zinedine Zidane foi o mais genial esteta da simplicidade de que se tem notícia. Certamente não se poderá esquecer a agradável, a perfeita linguagem futebolística de seu corpo esguio, alto, longilíneo: seria-lhe impossível a malemolência latino-americana, mas o argumento definitivo de sua arte era exatamente essa superior discrição, que foi a viga mestra de sua grandeza como jogador.

Em Zidane, a liturgia do jogo foi enxuta, serena, criteriosa e inigualável. Não lhe agradava o movimento espalhafatoso, a idéia afoita que se remenda aos borbotões, nem a energia despendida em excesso, que a tantos jogadores tão bem recai como uma necessária atitude frente às intempéries do campo.

No craque francês, tudo era jogo, tudo era contundência futebolística: com a serenidade de um ourives, na solidão de um lance, em um ato acrescentava ao jogo sua particular prodigalidade, que quase sempre era a superioridade de um plano bem executado ante a energia da atitude. Fabricava novos espaços, construía toques e acrescentava com eles ao jogo o seu horizonte particular. Surpreendia a incompreensão de uma defesa com um lance inesperado, autêntico, que é a arma pela qual, na caça, os lobos espertos eliminam pela astúcia a pretensão dos mais novos.

Não avançava contra espaços árduos. Os evitava. Na dificuldade mandava, a toques de ponderação, a condução do jogo a outros destinos. Inovava sem sobressaltos. Surpreendia com leveza e sem excessos. A vitória de Zidane nunca fui a de quem confronta e abate com disposição o inimigo. Sua superioridade se dava em voz baixa, mas todos a ouviam.

Não deve ser novidade à consciência cívica francesa a agradável idéia de que pudesse um de seus filhos escrever, em solo germânico, o último capítulo de uma notável história, imagino eu. É o que tentará fazer Zidane neste domingo. Mas há a Itália. E a esquadra “azzurra”, antes de ser um time, é uma sistemática, um modo de proceder. O futebol italiano é a elegia ao método. Não há favoritos.

Uma coisa é certa: o futebol estará menor sem Zidane.

Thursday, July 06, 2006

O dia que nunca vai chegar...

... é o dia em que o Felipão vai perder um jogo e dizer: "eles mereceram".

Scolari, sobra ontem, abre aspas: "O que aconteceu foi uma vergonha para a América do Sul. É um excelente árbitro... Sabe fazer direitinho o que tem de fazer".

Deve ter sido um ótimo árbitro, mesmo.

Imagino que tão bom quanto o de Brasil x Bélgica, em 2002.

Nunca fiz questão de fazer parte desse fã-clube do Felipão por causa disso. Não gosto muito de quem perde e põe a culpa sempre na falta de lisura dos outros. Como digo, o Felipão foi um dos caras que criou a idéia do "esquema Parmalat" e depois foi treinar o Palmeiras.

Em suma, sei lá: esse traço do Felipão eu acho deplorável.

Saturday, July 01, 2006

Um crime contra o Brasil

A França não é melhor que o Brasil.

A França se classificou na última rodada da primeira fase, por um ponto.

Em um grupo com Togo, Suíça e Coréia do Sul.

O pior não foi ter perdido. É quase insuportável perceber que a Seleção Brasileira é, talvez, a única equipe do universo capaz de jogar contra a França pensando que Zidane não pede uma atenção especial.

Mas o que mais me dói é o que se fez com Robinho.

Porque Robinho é a personificação do futebol brasileiro no que ele tem de melhor, nessa alegria incomparavelmente brilhante e vencedora e que encanta o mundo ao mesmo tempo que o conquista, como tantas vezes já fez.

E fico triste porque o treinador da Seleção Brasileira sonegou a Robinho o palco que lhe era de direito, a Copa do Mundo.

Parreira tem uma trajetória, merece respeito. Mas isolando Robinho à casamata do banco de reservas, sem querer cometeu um crime contra o futebol brasileiro. Os últimos minutos de hoje, com Robinho em campo, aos meus olhos foram uma obscura, terrível elegia ao que deveria ter sido e não foi.

Oxalá que em 2010 Robinho receba o que lhe é de direito.

Friday, June 30, 2006

Alemanha 1 (4) x 1 (2) Argentina

Alemanha: Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm, Bernd Schneider (David Odonkor), Michael Ballack, Torsten Frings, Bastian Schweinsteiger (Tim Borowski), Miroslav Klose (Oliver Neuville), Lulas Podolski. Técnico: Jürgen Klinsmann

Argentina: Roberto Abbondanzieri (Leo Franco), Fabricio Coloccini, Roberto Ayala, Gabriel Heinze, Juan Pablo Sorín, Javier Mascherano, Lucho González, Maxi Rodríguez, Juan Riquelme
(Esteban Cambiasso), Hernán Crespo (Julio Cruz), Carlos Tevez. Técnico: José Pekerman

Golos: Miroslav Klose (Al) - Roberto Ayala (Ar)

Local: Estádio Olímpico, em Berlim

Árbitro: Lubos Michel (SVK)

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